Evento em São Paulo com presidente nacional do PT e participação da Abrasel coloca em pauta a necessidade de que a população conheça impactos reais
O Lide promoveu nesta segunda-feira (9), em São Paulo, um encontro entre empresários e lideranças políticas para discutir temas estruturais do país, com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva. Em meio ao ambiente eleitoral, o debate destacou a importância de decisões informadas e da transparência sobre os efeitos de alterações trabalhistas.
A Abrasel levou ao debate um ponto central. A sociedade ainda não conhece os custos envolvidos em eventuais mudanças na organização das jornadas, como o fim da escala 6x1. Paulo Solmucci, presidente da entidade, ressaltou que esse desconhecimento impede uma discussão responsável.
Ele lembrou que, em debate recente na TV com Ricardo Patah, presidente da UGT, este afirmou que os custos da mudança de jornada não recaem sobre os empresários, mas sobre a sociedade. Solmucci concordou com essa avaliação, mas destaca que a população não está informada sobre quais são esses custos nem sobre seus efeitos práticos.
Segundo Solmucci, essa falta de clareza se agrava quando surgem propostas de urgência constitucional para o tema. “A sociedade precisa saber o que está em jogo. Sem conhecer os custos, não há como formar juízo nem como avaliar impactos sobre serviços essenciais, oferta de mão de obra e preço final ao consumidor”, afirmou.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, destacou que debates sensíveis exigem maturidade institucional, especialmente em ano eleitoral. Para ele, reduzir tensões e abrir espaço para convergência é condição para que reformas sejam bem-sucedidas. “É preciso baixar a temperatura e construir confiança”, disse.
Em resposta a Solmucci, Edinho Silva afirmou que o Brasil vive rápidas transformações no mundo do trabalho e que a legislação precisa acompanhar essas mudanças. Ele defendeu um processo sereno e participativo, capaz de equilibrar produtividade e proteção ao trabalhador. Segundo ee, “o desafio é regular o mundo real do trabalho, prevendo o aumento de produtividade e equilibrando isso com a questão do consumo”.
O evento terminou com a avaliação de que o país só avança quando decisões consideram a vida real da população e são tomadas com base em informação ampla. Solmucci reforçou esse ponto ao final do seminário. “A sociedade precisa ter acesso claro e direto aos custos e aos efeitos concretos de cada proposta. Sem isso, o debate fica incompleto, perde em qualidade e as decisões deixam de refletir a realidade de quem trabalha e de quem empreende.”
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